"Mulher!
Luz criada numa sombra abandonada
Refugio perdido, Porto de Abrigo
Coração que lava a lava derramada num rosto de criança
Caminhas com a subtileza de uma brisa
Entranhada sorrateiramente nos moldes da vida
Erguida no porte altivo das Esfinges
Espalhas a graciosidade agreste das Meretrizes
Quando soltas os cabelos de cetim
Um desejo trovejante vibra num mundo sem fim
E uma lufada de odor a amoras quentes
Invade o sangue acordando amores dormentes
Pele que cintila como mar de fogo ao luar
Olhos brilhando a cores inconstantes
Como sóis irradiantes em eclipses cortantes
São faróis que guiam náufragos atormentados
No breu dos dias enviuvados
Os contornos da tua alma são precipícios para abismos de emoção
E no núcleo afluem lagos alagados por mil folhas flutuantes
Ternamente embaladas pelos berços das correntes cortantes
E por cada folha caída, uma história cravada, um rio transbordante, uma cratera em
ebulição, uma colina escalada, uma floresta desbravada
Para no crepúsculo salvador,
em teus mansos braços, a humanidade desvendar a ilha onde
potentes explosões aniquilam a dor
Mulher! "
segunda-feira, 8 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
ANALOGIAS
ANALOGIAS
Em grande parte das relações estabelecidas entre um homem e uma mulher cada um deles deveria vir acompanhado não só de um manual de instruções como também de um kit de primeiros socorros.
Quando começamos a andar com alguém é como se estivéssemos a guiar um carro novo sem entendermos a função de cada um dos comandos . Isto implica o risco de por vezes ligarmos os limpa pára-brisas quando lá fora está um nevoeiro de cegar a mais perspicaz das águias, ou de que o carro, sem vidros nas janelas, pare no meio de uma savana repleta de leões. Em qualquer dos casos, com um pouco de sorte, apelamos para a caixinha de primeiros socorros e curamos as feridas. Mas as cicatrizes permanecem.
Além disso, todos conhecemos pessoas que guiam muito mal, carros sem travões, a precisarem de amortecedores ou de óleo, com as luzes baixas, com carga a mais, com coisas a menos debaixo do capot, carros que não obedecem, que não fazem inversão de marcha, que são barulhentos de mais, de suspensão dura ou que têm o depósito vazio.
É por isso que as pessoas quando decidem casar escolhem quase sempre meios de transporte muito básicos. São simples, fiáveis, de manutenção barata e de comportamento previsível. E tudo isso é importante para uma viajem que se quer longa, segura e suficientemente enfadonha de modo a podermos exercitar o nosso comodismo.
Em grande parte das relações estabelecidas entre um homem e uma mulher cada um deles deveria vir acompanhado não só de um manual de instruções como também de um kit de primeiros socorros.
Quando começamos a andar com alguém é como se estivéssemos a guiar um carro novo sem entendermos a função de cada um dos comandos . Isto implica o risco de por vezes ligarmos os limpa pára-brisas quando lá fora está um nevoeiro de cegar a mais perspicaz das águias, ou de que o carro, sem vidros nas janelas, pare no meio de uma savana repleta de leões. Em qualquer dos casos, com um pouco de sorte, apelamos para a caixinha de primeiros socorros e curamos as feridas. Mas as cicatrizes permanecem.
Além disso, todos conhecemos pessoas que guiam muito mal, carros sem travões, a precisarem de amortecedores ou de óleo, com as luzes baixas, com carga a mais, com coisas a menos debaixo do capot, carros que não obedecem, que não fazem inversão de marcha, que são barulhentos de mais, de suspensão dura ou que têm o depósito vazio.
É por isso que as pessoas quando decidem casar escolhem quase sempre meios de transporte muito básicos. São simples, fiáveis, de manutenção barata e de comportamento previsível. E tudo isso é importante para uma viajem que se quer longa, segura e suficientemente enfadonha de modo a podermos exercitar o nosso comodismo.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Mantém-te firme...
"Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
Enão sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz…"
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
Enão sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz…"
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Talvez Memorável
"Será k posso preencher os vazios da alma
Que nunca poderá ser já plena
Ainda que nunca minha querida
seja demasiado tempo
mas a ansiedade,essa mejera fica
mesmo por baixo de um coração em crosta
de um peito marcado de cicatrizes
e essas também perduram
e as duas indesejadas conspiram
para menorizar o meu eu perdido
pelo que não fizémos pelo que apenas sonhei...
haverá para nós um talvez memorável??"
Que nunca poderá ser já plena
Ainda que nunca minha querida
seja demasiado tempo
mas a ansiedade,essa mejera fica
mesmo por baixo de um coração em crosta
de um peito marcado de cicatrizes
e essas também perduram
e as duas indesejadas conspiram
para menorizar o meu eu perdido
pelo que não fizémos pelo que apenas sonhei...
haverá para nós um talvez memorável??"
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ode a Eva Green

SERÁ A EVA UM PRADO PRIMAVERIL OU UM LINDO FRUTO SEM CHAMA? Cultivo amores platónicos e paixões febris por mulheres que orbitam numa galaxia distante. É o sinal inequivoco de que mantenho a inocência a partir da qual são tecidos os corações puros. Digamos que sou um sonhador. Por enquanto ainda não é uma actividade taxada pelo Estado. Mas não posso negar uma coisa; Trata-se duma dessas Afrodites feitas a martelo e à medida, para deliciar a nossa imaginação num efémero pronto a comer,comover-me-à certamente tanto os sentidos como tão pouco a alma.Contudo, não raras vezes, são tão plásticas, e tão carentes de sal e de pimenta que chego a pensar se não serão uma espécie de andróides de boas carnes, lindos ossos e imaculadas peles. Longe duma perfeição quase sobrehumana, prefiro a Maria comum, a pura e singela cachopa lusitana, sem a gripa levantada, sem as penas emproadas, sem os modos afectados num snobismo militante que raia o cúmulo da abjecção. Em cada imperfeição um vislumbre da alma, em cada cicatriz uma história, em cada nova prega ou sinal um futuro.No entanto, e voltando à "minha" Eva, toca a erigir um altar à sua nobre e irrepetivel singularidade, Uma "beleza indecente", como alguém o terá aclamado. Ditos de um espirito livre...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Citando...
Pensamento do dia:
"Nem sempre as esperanças se realizam, mas sempre tenho esperança."
Ovídio - Poeta latino
"Nem sempre as esperanças se realizam, mas sempre tenho esperança."
Ovídio - Poeta latino
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