"Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
Enão sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz…"
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Talvez Memorável
"Será k posso preencher os vazios da alma
Que nunca poderá ser já plena
Ainda que nunca minha querida
seja demasiado tempo
mas a ansiedade,essa mejera fica
mesmo por baixo de um coração em crosta
de um peito marcado de cicatrizes
e essas também perduram
e as duas indesejadas conspiram
para menorizar o meu eu perdido
pelo que não fizémos pelo que apenas sonhei...
haverá para nós um talvez memorável??"
Que nunca poderá ser já plena
Ainda que nunca minha querida
seja demasiado tempo
mas a ansiedade,essa mejera fica
mesmo por baixo de um coração em crosta
de um peito marcado de cicatrizes
e essas também perduram
e as duas indesejadas conspiram
para menorizar o meu eu perdido
pelo que não fizémos pelo que apenas sonhei...
haverá para nós um talvez memorável??"
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ode a Eva Green

SERÁ A EVA UM PRADO PRIMAVERIL OU UM LINDO FRUTO SEM CHAMA? Cultivo amores platónicos e paixões febris por mulheres que orbitam numa galaxia distante. É o sinal inequivoco de que mantenho a inocência a partir da qual são tecidos os corações puros. Digamos que sou um sonhador. Por enquanto ainda não é uma actividade taxada pelo Estado. Mas não posso negar uma coisa; Trata-se duma dessas Afrodites feitas a martelo e à medida, para deliciar a nossa imaginação num efémero pronto a comer,comover-me-à certamente tanto os sentidos como tão pouco a alma.Contudo, não raras vezes, são tão plásticas, e tão carentes de sal e de pimenta que chego a pensar se não serão uma espécie de andróides de boas carnes, lindos ossos e imaculadas peles. Longe duma perfeição quase sobrehumana, prefiro a Maria comum, a pura e singela cachopa lusitana, sem a gripa levantada, sem as penas emproadas, sem os modos afectados num snobismo militante que raia o cúmulo da abjecção. Em cada imperfeição um vislumbre da alma, em cada cicatriz uma história, em cada nova prega ou sinal um futuro.No entanto, e voltando à "minha" Eva, toca a erigir um altar à sua nobre e irrepetivel singularidade, Uma "beleza indecente", como alguém o terá aclamado. Ditos de um espirito livre...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Citando...
Pensamento do dia:
"Nem sempre as esperanças se realizam, mas sempre tenho esperança."
Ovídio - Poeta latino
"Nem sempre as esperanças se realizam, mas sempre tenho esperança."
Ovídio - Poeta latino
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Velho Amigo...
Meu velho amigo : como é possível apagar-te da memória por muito amnésicos que estes neurónios possam parecer? Como posso esquecer esses dias de pura inocência. As farras, a loucura de quem tinha uma fome insaciável de vida, no limite da sanidade, a rivalidade leal e sadia pela miudas que não raras vezes ambos disputávamos num impulso primordial de competição criadora, os incontáveis jarros de sangria, as competições desenfreadas de 'girafas' nas tascas num ritual à nossa masculinidade emergente, as noites de luar que testemunhavam com langor a nossa dimensão devassa e incontida,os toques blasfemos no sino da igreja,as estúpidas cenas de violência com os nativos, litros e litros de esperma vertido, litros de vinho, litros de suor, litros de VIDA... Eu continuo como as ondas do oceano, sempre, até k o requiem das marés me afunde no poço de mármore. Um abraço eterno do teu mano pra sempre...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Dependências...
Meus amigos, á uns dias atrás deu-se um apagão momentâneo e ficámos sem a nossa "preciosa" TVcabo e eu fiquei a pensar para comigo mesmo como reagiram diversos tipos de personalidade. Para nos chatear os cornos, diria um paranóico.Para nos entretermos a fazer filhos, diria um comediante.Para a colectividade poupar luz, comunistas-miserabilistas da merda!, diria um preconceituoso com tiques do pós-25 de abril.Para termos tempo para as actividades do espirito, para exercitarmos o pensamento, diria um intelectual com desdem crónico pelos passatempos do Zé povinho.Para nos purificarmos das toxinas da mundanidade, diria um mistico.Para nos penitenciarmos das nossas iniquidades, diria um puritano. Para nos desenjoarmos da abundância consumista, diria um pragmático.Para apertarmos o cinto, diria um espartano com a mania das dietas.Para aprendermos a desmamar o vicio, diria um depravado em vias de regeneração.Para valorizarmos o pouco que possuimos, diria um sábio.Para saborearmos os frutos duma dor antecipada, diria um poeta fatalista.Para sairmos do casulo e entrarmos no êxtase de um pôr-do-sol, diria um poeta romântico.Para aferirmos o grau de dependência e de importância que os nossos serviços têm na vida dos nossos clientes, diria o servidor, lambuzado e arregalado com as reclamações sensatas, as indignações delicadas, as lamurias molhadas, e as injurias cabeludas. No fundo, tudo é uma questão de perspectiva. Tudo é interpretação do nosso olhar filtrado.
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